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domingo, 20 de fevereiro de 2011

A HORA CORRETA PARA TOMAR ÁGUA

Para os amigos chegados!!!

Você vai ao bar e bebe uma cerveja.
Bebe a segunda cerveja.
A terceira, e assim por diante.

O teu estomago manda uma mensagem pro teu cérebro dizendo:
"Caracas véio... o cara tá bebendo muito liquido, tô cheião!!!"

Teu estômago e teu cérebro não distinguem que tipo de líquido está sendo ingerido, ele sabe apenas que "é líquido".
Quando o cérebro recebe essa mensagem ele diz:
"Caracas, o cara tá maluco!!!"

E manda a seguinte mensagem para os Rins:
"Meu, filtra o máximo de sangue que tu puderes, o cara aí tá maluco e tá bebendo muito líquido, vamo botar isso tudo pra fora",  e o RIM começa a fazer até hora-extra, filtra muito sangue e enche rápido.

Daí vem a primeira corrida ao banheiro. Se você notar, esse 1º xixi é com a cor normal, meio amarelado, porque além de água, vêm as impurezas do sangue.
O RIM aliviou a vida do estômago, mas você continua bebendo e o estomago manda outra mensagem pro CÉREBRO "Cara, ele não pára, socorro!!!" e o CÉREBRO manda outra mensagem pro RIM "Véio, estica a baladeira, manda ver aí na filtragem!!!"

O RIM filtra feito um louco, só que agora, o que ele expulsa não é o álcool, ele manda pra bexiga apenas ÁGUA (o líquido precioso do corpo). Por isso que as mijadas seguintes são transparentes, porque é água. E quanto mais você continua bebendo, mas o organismo joga água pra fora e o teor de álcool no organismo aumenta e você fica mais "bunitim".


Chega uma hora q você tá com o teor alcoólico tão alto q teu CÉREBRO desliga você. Essa é a hora q você desmaia... dorme... capota...

Ele faz isso porque pensa "Meu, o cara tá a fim de se matar, tá bebendo veneno pro corpo, vou apagar esse doido pra ver se assim ele pára de beber e a gente tenta expulsar esse álcool do corpo dele"

Enquanto você está lá, apagado (sem dono), o CÉREBRO dá a seguinte ordem pro sangue "Bicho, apaguei o cara, agora a gente tem q tirar esse veneno do corpo dele. O plano é o seguinte, como a gente está com o nível de água muito baixo, passa em todos os órgãos e tira a água deles e assim a gente consegue jogar esse veneno fora".

O SANGUE é como se fosse o Boy do corpo. E como um bom Boy, ele obedece as ordens direitinho e por isso começa a retirar água de todos os órgãos. Como o CÉREBRO é constituído de 75% de água, ele é o q mais sofre com essa "ordem" e daí vêm as terríveis dores de cabeça da ressaca.

Então, sei q na hora a gente nem pensa nisso, mas quando forem beber, bebam de meia em meia hora um copo d'água, porque na medida q você mija, já repõe a água.

Texto retirado de "O bar do Zé". http://www.obardoze.com.br/

Saiba que:

  • água na hora correta maximiza os cuidados no corpo humano?
  • 2 copos de água depois de acordar ajuda a ativar os órgãos internos.
  • 1 copo de água 30 minutos antes de comer ajuda na digestão.
  • 1 copo de água antes de tomar banho ajuda a baixar a pressão sanguínea.
  • 1 copo de água antes de ir dormir evita ataques do coração.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Frango d´água

Conto de Jopin Pereira

– Seu Zé, o senhor precisa saber disso. Eu achei legal pra caramba. Precisava te contar.

Cristina já vai abrindo a porta e irrompendo pela sala, sem ao menos depositar as suas tralhas na mesa. E destrambelha a falar, como sempre. Nem um bom dia ou outro cumprimento qualquer. Mas não é falta de educação, ela é assim mesmo. Cristina é a minha faxineira.

– Mas o que aconteceu? Por que essa pressa? – pergunto, mesmo já acostumado ao seu jeito.

– Não, seu Zé, tenho que falar logo se não começo a trabalhar e esqueço, o senhor pode sair e eu fico sem te contar a novidade – diz isso entre um misto de riso, alegria, ar de fofoca, até mesmo uma inconsciente sabedoria.

Eu, sentado ao computador, paro o que fazia para esperar pela sua fala, em que até revira os olhos de satisfação, na ânsia de trombetear o fato: – Sabe, seu Zé, é a minha amiga Marcela, lá de Itaipu. Ela descobriu um meio de economizar. Dá trabalho, mas é bom.

– Fala, Cristina. Eu tenho que sair agora e não gosto de ficar por aqui quando você está, pois atrapalho o seu serviço. Fico pulando pra lá e pra cá pra dar espaço pra você trabalhar. Desembucha logo!

Depois de todo um ar de anunciação e “montagem do cenário”, ela começa: – Ontem eu fui trabalhar na casa da outra patroa. Quando comecei a fazer o almoço faltou algumas coisa e lá fui eu, no mercado, quando encontrei a Marcela. Mais tarde, tive que voltar lá e encontrei de novo.

Já estou impaciente com o seu relato teatralizado. Acho que vai ser uma coisa muito boba. Ela adora falar e chamar a atenção para si, que penso que vai ser mais uma daquelas histórias esdrúxulas e sem sentido com a qual ela chega de vez em quando.

– E aí, Cristina? O que tem a ver o economizar que você falou com esse negócio de rmercado?

– Seu Zé, não queira nem saber. Nas duas vezes que fui lá, encontrei Marcela com um carrinho cheio de frangos empurrando pra lá e pra cá. Na primeira vez, devia ser umas nove horas, tudo bem. Dei um “oi” e fui comprar o que precisava. Na segunda vez, lá pelas onze e meia, encontro Marcela de novo, rodando que nem peru, pelas gôndolas do mercado. Eu achei aquilo estranho e perguntei por que ainda estava ali. Ela me olhou meio sem jeito, meio envergonhada. Olha só “seu” Zé, assim – e tenta repetir a expressão -, numa micagem que me fez rir.

– Anda logo com essa história, você tá enrolando muito, – digo eu, já desligando o computador e me levantando, gesto que ela percebeu e captou a minha impaciência.

– Ta bom, seu Zé, vou falar logo. Aí eu perguntei por que ela ainda tava ali, quase duas horas, rodando com um carrinho cheio de frangos. Pensei até que tinha ficado ruim das idéia. Sei lá, né? Ah, seu Zé, o senhor tem que saber. É o pulo do gato! Vou te falar, direitinho, como ela me contou:

─ “Sabe Cristina, tu não conta isso pra ninguém, hein? É um jeito que eu descobri de enrolar esses cara do mercado que só qué roubar a gente. Sabe cumequié, né, Cris? Eles sempre faz promoção de frango hoje, na quinta. Mas o frango é gelo puro. Parece que na promoção o bicho fica mais congelado ainda. Hoje só tenho faxina de tarde, então eu venho cedo, trago meu radinho, coloco uns frango no carrinho e fico passeando pra lá e pra cá, prus bicho descongelar. Não descongela tudo, mas dá pra derrete quase a metade da água e aí o preço fica mais baixo, né? Tô contando pra você que é minha amiga, hein? Eu já conheço o segurança, e ele não me incomoda no meu “passeio da economia”. Faz também, Cris, mas vem de tarde, não quando eu venho, senão dá mancada. Gostou?”

Eu fico pasmado. Não sei se rio, se critico, se aprovo, mas a vontade é de dar uma sonora gargalhada. No entanto, o meu senso diz que aquilo não é uma brincadeira. É mais uma atitude de necessidade, de sobrevivência, que resvala até na falta de dignidade que as pessoas mais carentes são obrigadas a adotar. E logo sou surpreendido com o seu pedido:

– Seu Zé, eu queria te pedir um favorzinho. Olha só, eu faço faxina aqui na tua casa, na terça e na quinta. Eu podia mudar da quinta pra sexta, e poder ir de tarde lá ao mercado fazer esse esquema dela? Ela até já me apresentou pro segurança pra eu não ter problema. Ela me disse que naquele dia economizou cinco reais, e que deu pra comprar um pacote de cinco quilos de arroz.

Diante desse depoimento, como eu deveria responder ao seu apelo? É evidente que deveria concordar.

– Tudo bem, Cristina, pode mudar pra sexta. Mas vai ter um preço.

– Que isso, seu Zé! Que preço é esse?

–Trazer uns dois frangos d’água desses pra mim também, tá?

Jopin Pereira
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