Mostrando postagens com marcador Bebidas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bebidas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Vini Vinci’ 11 no Rio de Janeiro e São Paulo

Estão à venda os ingressos para o Vini Vinci’ 11, o grande evento bienal da importadora Vinci que chega a sua 3ª edição reunindo cerca de 40 das mais prestigiadas vinícolas da África do Sul, Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Hungria, Itália, Portugal e Uruguai.

VInivinci11

O Vini Vinci’ 11 será realizado no dia 23 de maio (2ª feira) no Sofitel do Rio de Janeiro e 24 e 25 de maio (3ª e 4ª feira) no Grand Hyatt São Paulo, das 17h às 22h. As reservas devem ser feitas antecipadamente pelo telefone (11) 2797-0000 (R$ 190 por dia). Não haverá venda de ingresso nos locais do evento.

Poderão ser degustados mais de 240 rótulos do catálogo da Vinci, uma das seleções mais premiadas do país. Os vinhos serão servidos pessoalmente pelos proprietários, enólogos ou diretores das vinícolas, que apresentarão ao público algumas de suas melhores criações.

vinci catalogo

Entre os produtores já confirmados estão Giancarlo Guarnieri, da italiana Lanciola, Alvaro Comenge, da espanhola Comenge, Dennis Murray, da argentina Kaiken, Jose Manuel Ortega Gil-Fournier, da chilena O. Fournier, e os enólogos Alessandro Cellai, da italiana Castellare di Castellina e Gabriel Pisano, da uruguaia Viña Progreso.

NOVIDADES E DESTAQUES DO EVENTO

Diversos produtores estarão pela primeira vez no Brasil, como as vinícolas italianas Argiolas, da Sardenha, que com 17 “tre bicchieri” acumulados no guia Gambero Rosso é classificada com sua prestigiosa “stella”, e San Michele Appiano, um dos principais nomes do norte do país, com 21 “tre bicchieri” no Gambero Rosso, que em 2000 deu à vinícola o título de “Melhor Produtor do Ano” e ao seu enólogo, Hans Terzer, o de “Melhor Enólogo do Ano”.

logogamberorosso

Também estreiam no evento a Chanson Père & Fils, umas das mais tradicionais maisons da Borgonha, que, fundada em 1750 e adquirida pela Champagne Bollinger em 1999, é dona de uma invejável coleção de propriedades de excepcional localização em Premiers Crus e Grands Crus, e a portuguesa Fonseca Port, que desde 1822 elabora Portos que estão entre os melhores vinhos do planeta.

vino9

Novos vinhos importados pela Vinci poderão ser provados no Vini Vinci’ 11, como o Versace Nero d’Avola, inspirado na grife italiana Versace, que assina o rótulo do tinto elaborado com a mais famosa uva da Sicília pelo Feudi del Pisciotto, projeto da Castellare in Castellina na ilha. Outra novidade é o Domaine Tokaji Hétszölö, da Hungria, cujas propriedades – classificadas como Premiers Crus desde 1772 – já pertenceram ao príncipe da Transilvânia e em 2009 foram compradas pelo Château Cos d’Estournel, de Bordeaux, que aprimorou ainda mais o estilo limpo e cheio de nuances de seus vinhos.

Muitos outros destaques participam do evento. Vinícolas consagradas como a Maison Henriot, um dos mais aclamados produtores de Champagne, conhecido por sua pequena produção artesanal; a espanhola CVNE (Cia Vinícola del Norte de España), grande tesouro do país, com vinhos que honram a melhor tradição riojana; a chilena Errazuriz, uma das mais importantes e premiadas vinícolas da América do Sul; e a argentina Luca, vinícola boutique de Laura Catena, filha do visionário Nicolás Catena, maior personalidade do vinho argentino.

Até o momento, estão confirmadas (*) para o Vini Vinci’ 11 as seguintes vinícolas:

ÁFRICA DO SUL
Guardian Peak
Robertson Winery
Rust en Vrede

ARGENTINA
Kaiken
La Posta
Luca
O. Fournier

AUSTRÁLIA
Rosemount

BRASIL
Angheben

CHILE
Errazuriz
O. Fournier
Terra Andina

ESPANHA
Bodegas Mano a Mano
Bodegas Naia
Comenge
CVNE
O. Fournier
Viña da Nora
Viña Tondonia**
Viñas del Cénit
Viñedos del Contino

ESTADOS UNIDOS
Bohemian Highway

FRANÇA
Champagne Henriot
Chanson Père et Fils
Château Mas Neuf
Georges Vigouroux (Château Mercuès)

HUNGRIA
Tokaji Hétszölö**

ITÁLIA
Argiolas
Bel Star/Bisol
Bera
Castellare di Castellina
Cavit
Col Vetoraz
Conte d'Attimis-Maniago
Feudi del Pisciotto
Guerrieri-Rizzardi
La Valentina
Lanciola
Le Pupille
Piccini
Podere Monastero
Rocca di Frassinello
San Michele Appiano
Spadafora
Valiano

PORTUGAL
Caves São João
Fonseca Port
Monte da Ravasqueira
Quinta da Pacheca**
Quinta do Mondego (Munda)

URUGUAI
Viña Progreso

(*) Relação atualizada em 29 de abril
(**) Presenças sujeitas a confirmação

Vini Vinci 2011

Rio de Janeiro

  • Dia 23 de maio (2ª feira), das 17h às 22h
  • Local: Sofitel – Av. Atlântica, 4240 – Copacabana

São Paulo

  • Dias 24 e 25 de maio (3ª e 4ª feira) , das 17h às 22h
  • Local: Grand Hyatt – Av. das Nações Unidas, 13301 – Brooklin

Reservas e informações: (11) 2797-0000 – Valor do ingresso: R$ 190,00 por dia

Assessoria de imprensa:
Sofia Carvalhosa, Viva Kauffmann e Renata Martins
Tel. (11) 3083-5024/ E-mail: sofiahc@uol.com.br
www.sofiacarvalhosa.com.br

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Espumante com ouro comestível.

Depois do caviar com ouro, o empresário Affonso Rosário, da empresa Rei do Caviar, importa com exclusividade o Espumante Coté Or Rosé com ouro comestível 24k.

luxor_1010g

Feito a partir do Pinot Noir, colhido a mão, derivados da região da Borgonha na França. Cada garrafa de 750ml custa R$380,00 e pode ser comprada pelo telefone (21)9713-7123 ou pelo site www.reidocaviar.com.br

luxor_1011g 

Assessoria de Imprensa : Contato Comunicação
Tel.: (21)2577-7822 / 7883-0861 / 9407-1991
Monique Santos – monique@contato.info

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A Associação Brasileira de Barman do Rio de Janeiro Promove o 2º Encontro: “Bons Amigos se Encontram com Caipirinhas”

Uma das bebidas brasileiras mais conhecidas internacionalmente, a caipirinha, ganha status de cock’tail chique e conquista admiradores de toda parte do mundo. Globalizada, o drinque ganha o mercado internacional e vem se destacando cada vez mais no Brasil.

caipirinha

Com tanta euforia em torno da nossa caipirinha, a Associação Brasileira de Barman resolveu realizar um evento e colocar em prática este encontro, entre os amantes da bebida, os que querem conhecer melhor sobre a bebida e produtores.

Bons Amigos brindam com caipirinha, acontecerá nos dias 18 e 19 de setembro no Sheraton da Barra, onde o tema principal é a Caipirinha, eleita como a bebida nacional. Serão 30 marcas de cachaça de diversas regiões do país, algumas já conhecidas do grande público, como a Seleta, Terra de Ouro, Nêga Fulô e Cachaça Leblon e outras novatas como a Busca Vida, Dom Geraldo.

No evento será lançado pela Associação Brasileira de Barman o selo “Autêntica Caipirinha – Aqui tem”, que tem o objetivo de certificar estabelecimentos do Rio e São Paulo que sirvam a autêntica caipirinha, a tradicional, feita com cachaça e limão, eleita pelo Presidente Lula a bebida oficial do Brasil.

Além de muita cachaça estão programadas atividades durante o evento, como palestras, workshops, degustações e um concurso de caipirinha autêntica, onde barmans do Rio, São Paulo e Minas estarão mostrando as suas habilidades com a coqueteleira e concorrendo ao melhor barman.

Informações:
Local: Hotel Sheraton (Barra da Tijuca)
Endereço: Avenida Lúcio Costa 3150 -  Salão Atlântico - Tel.: 3139 8000
Datas / Horários: sábado dia 18/09 das 14h às 22h & domingo dia 19/09 das 14h às 19h
Entrada: R$10,00

Informações para a Imprensa: Contato Comunicação (21) 2577-7822
Monique Santos – (21) 7883-0861 / 9407-1991
Fernanda Carvalho – (21) 7864-6825 / 9979-7172

terça-feira, 27 de julho de 2010

Chega ao Brasil a exclusiva cerveja japonesa da marca Hitachino

O mestre cervejólogo e empresário belga Xavier Depuydt, após um tour pela Ásia traz com exclusividade, da cervejaria Kiuchi Brewery, a mais prestigiada cerveja do Japão para o Brasil. Entre as novas garrafas destaque para Hitachino Nest Red Rice, feita a partir do arroz vermelho, a Hitachino XH, guardada durante três meses num barril de sakê e a Hitachino Nest Beer Ginger Ale que carrega fresca fragância de gengibre.

red rice

Hitachino Nest Red Rice

XH 

Hitachino Nest XH

A Cervejaria Kiuchi Brewery fica em Ibaraki, no Japão e é uma das cervejarias artesanais e mais respeitadas no país, sendo fabricante de saquê desde 1823, e que tem a maior destaque devido à extrema qualidade de cervejas. “Hitachino Beer”, quer dizer “Cerveja Ninho da Coruja“, o que justifica uma simpática Coruja como logotipo da marca.

Sobre as cervejas:

  • Hitachino Nest Red Rice - Cerveja feita a partir do arroz vermelho, Teor alcoólico - 7% e Condicionamento – 330ml R$ 20,50 - 720 ml - R$ 50,50
  • Hitachino Nest XH - Feita com Blend de malte. Essa cerveja fica maturando durante três meses em barris de carvalho, tendo inclusive aromas e sabores de saquê. Teor alcoólico 8,5% e Condicionamento: 330 ml R$ 20,50 - 720 ml - R$ 50,50.
  • Hitachino Celebration Ale - Cerveja produzido para comemora o ano novo. Ela é do tipo Eisbock, cerveja quase extinta por causa dos seus altos custos. No tanque de maturizacao o topo da cerveja fica congelado durante vários dias para aumentar o teor alcoólico do restante do líquido.  330 ml 20,50 - 720 ml R$ 50,50
  • Hitachino Nest Beer Espresso Stout- Rica em sabor e aroma de café bem balanceado devido de uso de grão de café na producao. Teor alcoólico – 7,5%,Coloração – Preto, Condicionamento- 330 ml R$22,50
  • Hitachino Nest Beer Ginger Ale – Carrega fresca fragância de gengibre, Teor Alcoólico - 7,5%. R$22,50
  • Hitachino Nest Beer Japanese Classic Ale – De camada cremosa, corpo médio e amargo. Contém uma única nota de cedro e complexo picante.Teor Alcoólico – 7,5%, Condicionamento - 330ml R$20,50– e 720 ml R$ 50,50.
  • Hitachino Nest Beer Sweet Stout – Trata-se da verdadeira Cerveja Preta, produzido com lotes de malte torrado e lactose.
    Teor alcoolico – 4,5%, Condicionamento – 330 ml 23,50 e 720 ml R$59,50.
  • Hitachino Nest Weizen - Cerveja feita a partir de trigo e cevado em tipo de Heffeweizen, Teor alcoólico – 5,5% e Condicionamento – 330ml R$19,50 - 720 ml R$48,50
  • Hitachino Nest White Ale - Cerveja feita a partir de trigo e cevado , produzido com coriander e casca de laranja.Teor alcoólico – 5,5% e Condicionamento – 330ml R$19,50 - 720 ml R$48,50

Elas podem ser encontradas na Belgian Beer Paradise, do mestre cervejólogo Xavier Depuydt, nas lojas: São Paulo e Rio de Janeiro, que elegem e importam mais de 300 rótulos e reúnem o que há de melhor em cerveja.

Belgian Beer Paradise - www.beerparadise.com.br
São Paulo
Rua Ibajaú,196 – Moema
tel: 11 3596-7190
Horário de funcionamento :segunda das 9h as 17h, terça e quarta das 9h as 20h, quinta e sexta das 9h as 22h, e sábados das 12h as 22h
Rio de Janeiro

Shopping Vitrine de Ipanema
Rua Visconde de Pirajá, 580,loja 213 – Ipanema
Tel 21 3256-2595
Horário de funcionamento: segunda a quinta as 10h as 19h,sexta a sábado das12h as 22h.

Assessoria de Imprensa : Contato Comunicação
Tel.: (21)2577-7822 / 7883-0861 / 9407-1991
Monique Santos – monique@contato.info
Fernanda Carvalho –
Fernanda.carvalho@contato.info

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Maison du Sommelier promove Festival de Fondue

Mix de delicatessen, bistrô e adega, a Maison du Sommelier oferece vinhos ótimos a preços de loja servidos em ambiente acolhedor, acompanhados de pratos e petiscos na medida para harmonizações saborosas.

O chef Nei é responsável pelo cardápio que combina com o clima de Itaipava. fondues, raclette, massas e carnes.

PANFLETO

A novidade do inverno é o Festival de Fondue que começa dia 10 de junho e vai até o dia 10 de agosto.

  • Fondue de queijo p/ 2 pessoas R$ 59,00
  • 4 pessoas – R$105,00
  • Fondue de carne p/ 2 pessoas R$ 65,00
  • 4 pessoas – R$120,00
  • Fondue de chocolate e frutas só para 2 R$ 58,00

No cardápio destaque para a Medalhão ao molho de Poivre R$ 47,00(com arroz e batatas cozidas) e o tortelli de pato com molho de funghi e açafrão (R$42,00).

O Maison Du Sommelier fica na:
Estrada União e Indústria, 11.590/ lj. 9 – shopping 2000 – Itaipava – Petrópolis – Telefone: (24) 2222-6300

Aceita cartão Visa e cartões de débito
Funciona de Segunda a Quarta de 10:00hs as 16:00hs e Quinta a sábado de 10:00hs ao ultimo cliente. Entrega em domicílio. Capacidade 40 lugares. Área de fumantes. Acesso a deficiente físico.

Assessoria de Imprensa
Contato Comunicação
Monique Santos – 2577-7822 / 9407-1991
Monique@contato.info

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Festival de Batidas Artesanais no Ponto da Bossa Nova

Hit na década de 90, a batida de frutas volta à cena carioca, ganhando destaque nas cartas de drinks dos bares e conquista os cariocas.

O Ponto da Bossa Nova, pioneiro no Baixo Copa, reduto de entretenimento no bairro, resgata a bebidinha e lançou esta semana um Festival dedicados a ela.

São 5 sabores de batidas artesanais preparadas na casa. Entre eles maçã verde, maracujá, coco e limão. As batidas são servidas em charmosos copinhos de vidro num combo de madeira, com 3 opções diferentes (R$12,00). O cliente pode escolher o copo de 250ml – R$9,00.

Festival de batidas 09

“Na minha adolescência ia até a Barra da Tijuca por causa das batidas do Oswaldo que fazia muito sucesso na época. Depois de algum tempo os bares da Zona Sul tinham a bebida em suas cartas. Depois veio a moda das caipirinhas incrementadas e abandonaram as batidas. Resolvi resgatar a proposta e fazer o evento”, diz Junior proprietário do Bar.

O Festival fica em cartas até o final da Copa do Mundo e as que fizerem maior sucesso entre o público ficará de vez na carta de bebidas do Ponto da Bossa Nova.

Serviços

O Ponto da Bossa Nova fica na Rua Domingos Ferreira, 215 – lojas B/C – Copacabana - Telefone: (21) 2549 – 7597
www.pontodabossanova.com.br
Funciona segunda das 12h à 01:00h e de terça a sábado, das 12h às 03:00h e domingo das 12h à 01:00h.

Contato Comunicação Assessoria – (21) 2577-7822
Fernanda Carvalho – (21) 7864-6825 / 9979-7172
Monique Santos – (21) 7883-0861
Fernanda.carvalho@contato.info e monique.santos@contato.info

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A alma do vinho

Livro 

A ALMA DO VINHO – Contos e poemas com a mais célebre das bebidas é exatamente o que dizem seu título e subtítulo: uma coleção em verso e prosa de textos sobre o vinho. Resta somente acrescentar que não apenas ele é a mais célebre das bebidas, como os autores dos textos aqui selecionados estão entre os mais célebres das literaturas nacional e estrangeira de todos os tempos. A seleção, a organização e as notas introdutórias – pois cada texto merece uma contextualização – são de Waldemar Rodrigues Pereira Filho, e o prefácio é de Marcos Siscar.

Trata-se de uma reunião das mais nobres, num total de quarenta textos, começando pelo Velho Testamento e chegando à poeta brasileira Hilda Hilst, depois de passar pelo grego Arquíloco, pelo romano Horácio, Gil Vicente, Voltaire, Tomás Antônio Gonzaga, Goethe, Balzac, Poe, Baudelaire, Álvares de Azevedo, Maupassant, Camilo Castelo Branco, Tchekhov, Aluísio Azevedo, Cruz e Sousa, Eça de Queirós, Machado de Assis, Pirandello, Mário de Andrade e Mario Quintana, entre outros. O que inclui muitas obras-primas, como o “Cântico dos cânticos”, a “Ode 21” de Horácio, “Memnon ou a sabedoria humana” de Voltaire, “O elixir da longa vida” de Balzac, “O tonel de Amontillado” de Poe, “Bola de sebo” de Maupassant, em traduções cuidadas e anotadas.

Se o vinho é a mais profundamente ocidental das bebidas, aquela que está na origem da tragédia, no culto ao deus Baco, assim como no Velho Testamento e na missa católica, na consagração dos navios e no casamento judaico, nas celebrações mais importantes e nos jantares mais íntimos, no dia a dia dos povos mediterrâneos e em incontáveis obras de arte, da pintura à escultura, da música ao teatro, além de infindáveis metáforas, bem como, naturalmente, em toda a história literária; em suma, se o vinho alimenta a memória e a alma ocidentais, este livro é, ao fim e ao cabo, um tanto surpreendente. Afinal, como não foi publicado antes?

Título: A alma do vinho
Autor: Pereira Filho, Waldemar Rodrigues
Editora: Globo
Páginas: 440
Formato: 16 x 23cm
Preço: R$ 48,00

Tirado do site: http://globolivros.globo.com/busca_detalhesprodutos.asp?pgTipo=CATALOGO&idProduto=1367

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Belgian Beer Paradise – O paraíso das cervejas no Rio

As cervejas belgas são o atrativo do Belgian Beer Paradise, em Ipanema, único bar belga da cidade e tem a frente o cervejólogo belga Xavier Depuydt. Aconchegante e intimista, o local é o único no Brasil, que vende  chope belga tirado do barril. A casa quinzena uma marca nova é apresentada aos clientes.

loja 4

No bar, o cliente tem cerca de 100 marcas de cervejas importadas como opção para degustar lá mesmo ou levar para casa, local que possibilita aos frequentadores, além das degustações das geladas, tornarem-se entendedores do assunto, pois acontecem no Belgian Beer palestras e degustações ministradas pelo cervejólogo para grupos pré-agendados.

loja 1

Para os amantes de cerveja, nada melhor que visitar um espaço onde são oferecidas tanta variedade de cervejas belgas.
Destaque para : St Feuillien Blonde (300 ml - clara) – R$25,90, Maredsous 10 (750 ml – âmbar) – R$63,90, Duvel (330 ml – dourado) – R$21,90, Delirium Tremens (330 ml – dourado) – R$34,90, Cervejas de Trigo – Hoegaarden ( 330 ml – cor turva) – R$10,90, Chimay Brune (330ml – cor vermelha) – R$ 27,90, Forbidden Fruit ( Special Beer – 330ml) – R$13,90, entre outras.

duvel1

Mas a bebida servida na casa não é a única atração da casa. O cardápio oferece algumas novas opções de aperitivos entre eles : O Mix salsichas (R$19,90), Salami Porção (R$14,90), Porção Pastrami (R$ 19,90), Porção de Carne, servida em fatias (R$19,90) e Porção Presunto cru - tipo trassina (R$19,90).

Serviços RJ
O Belgian Beer Paradise fica na Rua Visconde de Pirajá, 580 – SL 213 – Ipanema – Rio de Janeiro – Tel.: 3256-2595 / 3256-2594.
Funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h. Capacidade 30 pessoas. Aceita todos os cartões de crédito e débito. Não tem área de fumantes. Não tem acesso a deficientes físicos. Tem delivery.

Serviços SP
O Belgian Beer Paradise fica na Rua Inhambu, 385 – SL 16 – Moema – São Paulo – Tel.:(11)3596-7190 / 3596-7150.
Funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h. Capacidade 30  pessoas. Aceita todos os cartões de crédito e débito. Não tem área de fumantes. Tem acesso a deficientes físicos. Tem delivery.

Informações para a imprensa :
Contato Comunicação Assessoria
Monique Santos – (21) 2577-7822 / 9407-1991
Fernanda Carvalho- (21) 7864-625 / 9979-7172

terça-feira, 17 de novembro de 2009

As pequenas grandes cervejas

loiras

O brasileiro sempre gostou de uma “loira gelada” e agora começa a entender do assunto. Prova disso é o boom de microcervejarias que surgiram no Brasil nos últimos anos. Na década de 90, existiam no país apenas meia dúzia dessas pequenas cervejarias e praticamente ninguém sabia que existiam outros tipos de cerveja, além da pilsen, da malzbier e da light. “A estabilidade da moeda e a entrada de produtos importados de qualidade fez com que o mercado de cervejas especiais esquentasse a partir de 2004”, diz Cilene Saorin, mestre cervejeira e beer sommelier (especialista em harmonização de cervejas e comidas).

Cilene Saorin

Para quem não sabe, a diferença do chope para a cerveja é que a cerveja, para ser engarrafada e ter validade maior, passa por processo de pasteurização – 85% das microcervejarias fazem apenas barris de chope. Basicamente, cervejas e chopes se dividem, segundo o tipo de fermentação, em três “famílias”: lambics, ales e lagers.

  • As lambics são um caso raro de fermentação espontânea. A maioria dos tipos de cerveja se encaixa em uma das duas outras classificações.
  • As ales são aquelas cuja levedura sobe durante a fermentação, por isso são ditas “de alta fermentação”. O processo de fabricação é mais antigo, e as cervejas resultantes dele costumam ser encorpadas e de sabor e aroma mais pronunciados. Entre elas, estão alguns estilos que o brasileiro aprendeu a apreciar nos últimos anos, como a escura stout (Guinness, por exemplo) e a clara weissbier, feita de trigo.
  • Nas lagers, a levedura decanta, daí o termo “de baixa fermentação”. Nesta classificação se encaixam as velhas conhecidas dos brasileiros pilsen, malzbier e light.

Demoiselle

Com bons ingredientes, equipamentos modernos e profissionais especializados, as pequenas fábricas de cerveja vêm conquistando consumidores ávidos por novidades. Em 1995, o advogado Marcelo Carneiro da Rocha, abriu a cervejaria Colorado (localizada em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo) que hoje está entre as maiores microcervejarias do país. Foi projetada como um restaurante que produzia as próprias cervejas.

colorado

O Cervejarium, o bar da Colorado, oferece 100 rótulos, entre nacionais e importadas, além dos cinco de produção própria, como a famosa Demoiselle, uma porter de alta fermentação que leva café e foi medalha de ouro em sua categoria, em 2008, no European Beer Star, importante concurso internacional de que participaram 688 rótulos de 17 países. A Colorado ainda produz a Cauim, uma pilsen suave que leva mandioca; a Indica, uma india pale ale (estilo inglês mais carregado em lúpulo), que tem um traço suave de rapadura equilibrando o amargor; e a Appia, cerveja alemã de trigo que contém mel de flor de laranjeira.

Bamberg01

O especialista em fermentação e análise sensorial, Alexandre Bazzo, mestre cervejeiro e proprietário da Bamberg, segue a linha tradicional alemã na arte de fazer cervejas com algumas adaptações. São mantidos cinco rótulos regulares e outros cinco sazonais.

Alexandre Bazzo

Bazzo é engenheiro de alimentos, e abriu a Bamberg com dois irmãos, em 1995,, em Votorantim, interior de São Paulo. A pequena cervejaria começou com chope e, neste ano, passou a engarrafar.

devassa

Com uma proposta irreverente de marketing, a Devassa , fundada em 2004, oferece cervejas de sabor mais apurado e desenvolvidas para o clima brasileiro. O chopp é vendido na rede de bares de mesmo nome, no Rio e São Paulo, e garrafas long neck também são vendidas em outros bares e supermercados.

devassa_garrafa

Em agosto de 2007, o Grupo Schincariol adquiriu a UDC (União das Devassas Cervejaria), dona da marca Devassa. Analistas estimam que ela tenha sido vendida por cerca de R$ 30 milhões.

Gattopardo

Mestre cervejeira com doutorado na área e funcionária da Brahma por sete anos, Kátia Jorge foi a responsável pela fórmula da cerveja Devassa. Hoje, Kátia é uma das sócias da Gattopardo, inaugurada no bairro carioca do Leblon como um botequim. A Gattopardo produz 6 mil litros mensais de chope em três estilos, numa microcervejaria alugada. “Teremos nossa própria fábrica no ano que vem”, diz Kátia, que também espera abrir, no fim do ano, outra choperia Gattopardo, duas vezes maior, e lançar dois novos chopes.

Kátia Jorge

Kátia é, ainda, uma das únicas mulheres a comercializar a própria cerveja.

baden-baden-1999

A Baden Baden foi criada em 1999, com o nome tirado do restaurante dos mesmos donos, para ser uma fábrica-modelo na produção de cervejas artesanais. Adepta ao movimento mundial do Craft Beer Renaissance (que se traduz como o Renascimento da Cerveja Artesanal), ela levanta a bandeira do resgate das tradições milenares de produção de cerveja. Devido a sua grande distribuição no Sul, Sudeste e Centro Oeste, e capacidade de produção de 120 mil litros/mês, o Grupo Schincariol resolveu comprá-la, em janeiro de 2007, mas garantiu manter o caráter artesanal de produção.

Baden Baden artesanais

Na verdade, tudo ainda é novo no mercado de cervejas artesanais. Há, por exemplo, pesquisas alemãs com outras ervas para substituir o lúpulo na atribuição do amargor à cerveja. Nos Estados Unidos, na Europa e até no Brasil, cervejeiros vêm maturando a bebida em carvalho, produzindo verdadeiras iguarias.

Para os especialistas, a expansão vai continuar. Atualmente, as microcervejarias brasileiras são responsáveis por 1% do mercado, uma porcentagem pequena se comparada ao panorama norte-americano, no qual elas já representam 6% do volume de vendas. Mas, com uma regionalização cada vez mais intensa, elas podem chegar a abraçar de 3% a 5% do mercado.

Referência:
Post adaptado - matéria da revista Casa & Jardim (Texto: Cristiana Couto. Fotos: Daniela Toviansky) e informações do wikipedia (http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI104400-16777,00-AS+PEQUENAS+GRANDES+CERVEJAS.html) e (http://pt.wikipedia.org/wiki/Microcervejarias_no_Brasil) 

Agradecimentos: 
À Kátia Bonfadini que me sugeriu o tema através de um artigo que ela recebeu e à Verônica Cobas que gentilmente revisou o texto. Obrigado!

Cervejaria Colorado
site Colorado: http://www.cervejariacolorado.com.br/
site Cervejarium: http://www.cervejarium.com.br/
blog Cervejarium: http://cervejarium.com.br/blog/

Cervejaria Bamberg
site: http://www.cervejariabamberg.com.br/
blog: http://cervejariabamberg.blogspot.com/

Cervejaria Baden Baden 
site: http://www.cervejariabadenbaden.com.br/

Cervejaria Devassa
site: http://www.devassa.com.br/

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Primeira edição da Wine Week - 2009

Wine week

A exemplo do Restaurant Week e do Spa Week, começou em São Paulo o Wine Week, e vai durar 14 dias! O evento acontece do dia 19 de outubro até 1 de novembro.

Durante o evento, alguns vinhos nacionais vão ser vendidos com preços menores que os do cardápio regular dos restaurantes e mais R$1,00 de cada garrafa para ser doado à AACD.

Os vinhos que serão vendidos a preços promocionais, que variam de 32 a 90 reais, são os seguintes:
Prosseco Valduga, Chardonnay Cordilheira de Santana, Nubio Sanjo Sauvignon Blanc, Cuvée Giuseppe Miolo, Merlot Gran Reserva Boscato, Merlot Reserva Terragnolo, Merlot Reserva Pizzato, Salton Volpi Gewurztraminer, Syrah Vinha Maria e o Cabernet Sauvignon Gran Reserva Marson.

A lista completa dos restaurantes participantes está no site: www.wineweek.com.br

Vinho Outlet 2009

Vinho Outlet 2009

Enquanto ainda não termino os meus posts com algumas das minhas experiências gastronômicas, durante o meu período de férias, aproveito a chance de trazer algumas informações que o nosso querido Jopin Pereira separou para vocês!! bjs João Guedes Pereira

Em sua 2ª edição, entre os dias 15 e 18 de outubro de 2009, o Vinho Outlet reuniu mais de 30 expositores, entre eles Cordilheira de Sant'Ana, Miolo, Salton, Vinícola Perini, que venderam suas garrafas a preços especiais.

Vinho Outlet é o único evento de vinhos voltado ao consumidor final. Durante quatro dias, os participantes puderam conhecer e explorar as novidades, diferenças entre uvas, vinhos, vinícolas, degustando e comparando em uma grande variedade de vinhos nacionais e importados com vendas, pronta-entrega e preços altamente competitivos.

No evento, os visitantes puderam também fazer consultas gratuitas de 25 minutos com especialistas e assistir a 16 palestras sobre vinicultura, algumas delas com desgustação de bebidas. A programação de palestras, com duração de 50 minutos e lotação de 40 pessoas, incluiu conversas práticas sobre leitura de rótulos, compra de vinhos, dicas para conservação e aulas sobre vinhos tintos, espumantes brasileiros e regiões produtoras.

No ano passado, a feira contou com 5.000 participantes e teve 20.000 taças de vinhos degustadas.

Informações: www.vinhooutlet.com.br

sábado, 22 de agosto de 2009

Curso de Queijos e Vinhos - Parte 2

Queijos e vinhos

Já faz um tempo que a segunda parte do curso de queijos e vinhos acabou, mas só agora consegui colocar as informações no "papel", ou seja, no post.
Na primeira parte do curso foram apresentados alguns queijos harmonizados com seus respectivos vinhos, todos sugeridos pelo Prof. Célio Alzer, da ABS. Nessa segunda parte, as indicações do Célio trouxeram algumas surpresas, principalmente na harmonização com vinho do porto. Vocês verão!

Emmental02

O primeiro queijo da noite foi o famoso emmental. Esse queijo suíço, de cor amarelada e consistência média, tem como principal característica as chamadas "olhaduras" (buracos internos). Essas olhaduras são produzidas pelas bactérias propiônicas que geram uma forte produção de gás carbônico, resultando na formação dos buracos. Geralmente os queijos propiônicos são mais adocicados, com um sabor levemente amendoado, de aroma intenso e textura bem firme. O tempo de cocção (técnica de preparação de alimentos através de calor) desses queijos pode levá-los a ter uma cor ligeiramente acastanhada.

Duque de Viseu Branco

Para o emmental, a sugestão do Célio era harmonizar com o vinho português Duque de Viseu, branco, safra 2007, da Quinta dos Carvalhais. É um vinho proveniente de uma região do Dão, que produz tradicionalmente vinhos tintos. Na verdade, cerca de 80% da produção da região é direcionada para os tintos. O branco que experimentamos é feito com uvas das castas Bical e Encruzado. O sabor do emmental se harmonizou bem com esse branco frutado e de aroma agradável. Ainda foi servido junto a um pedaço de pêra e de baguete.
Além dessa indicação, Célio sugeriu, para quem quisesse experimentar depois, uma harmonização com um vinho da uva Gewustraminer, que, segundo ele, também seria uma ótima opção.

Camembert02

Para o segundo queijo, o escolhido da vez foi o camembert. Considerado um queijo de pasta mole, é originário da região da Normandia na França e tem bastante semelhança com o brie. É feito de leite de vaca e apresenta-se com uma fina camada de bolor (penicillium) branco. Para a harmonização, a opção do Célio foi o vinho Chateau Bel Air Perponcher Reserve 2006.

Chateau Bel Air 2006

É um tinto leve da região de Bordeaux, feito com 80% de uvas Merlot e 20% de Cabernet Sauvignon. Nota-se a abundância do sabor frutado e a ausência de barrica, o que reage bem ao sabor mais leve do camembert. Foi servido também com pedaços de baguete e, dessa vez, com maçã Fuji vermelha.

 

Minolta DSC

Como terceira opção de queijo tivemos o reblochon. Nunca tinha saboreado esse queijo e para mim parecia muito como o camembert, pelo menos em termos de aparência, só um pouco mais amarelado.

REBLOCHON03

Considerado um queijo de massa mole prensada não cozida, é feito de leite bem gordo e geralmente são necessários cinco litros de leite para se fazer um queijo de 450g.

Alamos

O vinho escolhido foi o Alamos Cabernet Sauvignon 2007, da vinícola Catena Zapata. Por ter ficado pelo menos oito meses em barrica, é um vinho mais encorpado. Na minha opinião, foi uma excelente escolha. O reblochon escolhido pelo Célio era da marca Witmarsum, que é uma cooperativa do Paraná, distribuidora da Cave Du Fromage. Para a degustação, foi escolhido a maçã vermelha com o pão ciabatta. Ficou muito bom!

 

gorgonzola

Para o final, Célio guardou a maior novidade: sua harmonização do queijo gorgonzola com o vinho do porto, Ruby Andresen.

Porto Andresen

Uma verdadeira descoberta. A melhor "parceria" da noite. A mistura inusitada deu super-certo! Para quem não sabe, o gorgonzola é uma variedade de queijo, feito a partir do leite de vaca, originário da Itália. Tem sabor e aroma bem intenso devido seu processo de maturação, que forma pequenos veios de mofo azul, resultado da inserção do fungo Penicilium Roqueforti. Sua característica de paladar ligeiramente salgado deu um toque especial na sinergia com o adocicado do vinho do porto. A denominação de vinho do porto se faz para aqueles vinhos fortificados, ou seja, que têm sua fermentação interrompida ainda na fase inicial para que recebam uma carga de aguardente vínica, o que resulta em um vinho mais forte (com teor de álcool entre 18 e 22 graus) e mais doce (devido a fermentação incompleta, parte do açúcar natural das uvas não se converteu em álcool). O vinho do porto é produzido com as uvas da região do Douro, norte de Portugal.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

O vinho servido era da categoria Ruby, o que quer dizer que eles envelhecem em balseiros (barricas com até 20.000 litros) e por terem pouco contato com a madeira (devido a relação superfície/volume ser pequena) conservam suas características iniciais por mais tempo. São mais frutados e com aspectos de vinho jovem. Junto ainda foi servido um pedaço de pão de nozes com passas da Confeitaria e Restaurante Garcia & Rodrigues, além de fatias de pêra. Excelente pedida.

Com essa incrível experiência, fechamos o curso com chave de ouro. Mais uma vez,o Prof. Célio expôs com grande conhecimento seus ensinamentos, frutos de estudo, prática e muita dedicação.
Quem não fez o curso, aconselho que o faça, pois é chance de não só aprender um pouco mais sobre o assunto, mas, também com boa companhia, poder desfrutar desses sensacionais queijos e vinhos. Abraços à todos

terça-feira, 4 de agosto de 2009

“Vinhos” exóticos

Depois de um tempo fomentando algumas idéias, eu Jopin, estou de volta ao blog com textos novos para o deleite de nossos leitores. Espere que gostem!

Em todos os lugares que frequentamos, voltados para a aquisição de ensinamentos sobre o vinho, tais como, cursos, degustações, palestras e demais eventos, e mesmo em conversas com enófilos, sempre ouvimos, até com certa radicalização e um “certo olhar superior”, que “só se pode chamar de vinho  aquele que é feito de uva”. E de uvas viníferas, enfatizam! Não consideram como vinho, mesmo aqueles feitos de uva, mas processados com o fruto de castas voltadas para o consumo de mesa. E o resto, de outras variadas frutas? Nem merecem o seu comentário.  Seria uma forma de preconceito gastronômico – se isso existe? Bem, não cabe aqui, no conteúdo que quero dar a esse post, embrenhar-me nesse enfoque. É polêmica pura.

Quem já não saiu por aí, hospedando-se num hotel-fazenda, numa viagem a uma cidade do interior, uma chegadinha na roça, e não foi convidado a experimentar um vinho de jabuticaba, ou mesmo de maçã, de abacaxi e de tais frutas ”exorcizadas” (defenestradas) pelos especialistas? E como são deliciosos, embora seja uma heresia chamá-los de vinho, no conceito dos enófilos de plantão. Até acho que, se acessarem o post, provavelmente vão ter urticária, alergias e tudo mais, quando lerem sobre o que mostro aqui com relação à esses “vinhos bizarros”. Espero que não.

Pelas bandas da Austrália, considerado como um dos paises integrantes do “mundo novo “do vinho, ao norte de Queensland, há uma verdadeira região nobre do “não-vinho”: os vinhos de fruta.
Um viajante, no seu trajeto pelas estradas, desde que saiu de Sidney percebeu  a existência de cartazes à beira da estrada anunciando caves de vinhos de fruta: manga, kiwi, maracujá, lichia e uma variedade enorme desses parentes da uva. Imagine: caves de vinho de frutas!

Vejam só que coisas lindas, essas frutas que doam os seus néctares para a preparação da deliciosa bebida.

Lichia1

Lichia (Lychee)

Mangostao1

Mangostão (Purple mangosteen)

Paw paw

Paw-paw (Paw-paw)

Sapota preta_Diospyros_digyna

Sapota negra (black sapote)

Manga

Manga (Mango)

Olhem só o que dizem a respeito do vinho de manga (mango wine):

Golden Drop 

O seco é claro e fresco com um sutil buquê de fruta. É um versátil e easy vinho que pode acompanhar muitos pratos que contenham curry e ervas aromáticas.

O médio é um vinho semi-doce, mais macio no paladar com uma sugestão mais forte de fruta. É soberbo com frutos do mar ou aves.

O suave é muito macio e tem uma sub tonalidade da fruta. Perfeito para depois de um jantar, e no acompanhamento de queijos, frutas e sobremesas.

Acredito, pelo que dizem, que não fica a dever nada ao vinho de uvas viníferas. Quero um dia experimentar.

Uma dessas vinícolas, (ou seriam “frutícolas” ?), a Shannonvale Tropical Fruit Wine Company produz vinho a partir de frutas tropicais, como maracujás, lichias, figo, carambola, jaca, rambutan (não conheço), toranja, laranja, maçã, cereja, baku (não conheço), gengibre e limas, além de mangas e muitas outras. Todos os vinhos são feitos nas variedades de seco, meio-seco, doce e generoso (não conheço essa variedade, citada no artigo, no Brasil. Seria um erro de tradução?).

shannonvalewine

E nós que ficamos aqui, na base da jaboticaba, jurubeba, que são os que conheço. Em breve, pretendo elaborar um post sobre os  vinhos de fruta no Brasil. Estou pesquisando. Engraçado, foi mais fácil saber dos australianos!

E ainda, segundo o relato do viajante, ele descobriu algo extremamente exótico na figura do, pasmem, vinho de banana. Eu conheço uma cachaça de banana, fabricada no Paraná, em Paranaguá.

Vinhos de fruta

Vejam essa “ousadia”. Conforme citado no artigo, um enólogo Brian Wilson, conhecido pelas suas idéias inovadoras, tem sido criados vinhos de frutos exóticos, combinando diversos tipos. Tropical White é uma mistura de banana, coco, ananás e manga. Em Tropical Red, Brian Wilson juntou banana, manga vermelha e pitaia (não sei o que é) que, envelhecido em barris de carvalho, produz um vinho com sabores delicados e taninos finos. Rainforest White, uma combinação de banana, lima selvagem, mirtilo, manga e dióspiro, refletindo o espírito da floresta úmida australiana, enquanto em Rainforest Red, o enólogo combina ameixa, morangos selvagens e banana, deixando o vinho a envelhecer em barris de carvalho francês.

Não há em mim nenhuma pretensão, (quem sou eu?) em contestar o conceito ortodoxo da cultura e tradição enófila de que vinho “verdadeiro” é só de uva e, vinho de fruta não é vinho. Mas não posso deixar de fazer a pergunta. Por acaso, uva não é fruta?  

Caso queiram viajar por esse “mundo novo” dos vinhos de frutas, há alguns endereços interessantes para um “wine fruit tour”. Bon voyage!

Golden Pride Wineries

Shannonvale Tropical Fruit Wine Company

Murdering Point Winery

Paradise Estate Wines

No post são citadas algumas frutas que desconheço. Se algum leitor souber de algo sobre elas, informe ao blog, para darmos conhecimento aos demais.

A elaboração deste post teve por base informações obtidas no artigo de autoria de M. Margarida Pereira-Müller , “Desculpe, o que disse? Vinhos de fruta?”, fonte: Maia Hoje, edição de 27/11/06 e nos sites acima citados.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Curso de Queijos e Vinhos – Parte 1

Recentemente, recebi um e-mail da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RJ) sobre o curso de queijos e vinhos, realizado anualmente na instituição, e sob o comando do grande conhecedor do tema, Celio Alzer.
Como é um evento bastante tradicional e suas vagas são sempre muito disputadas, resolvi participar. Esse ano, o curso ganhou um novo formato, dividido em duas aulas, o que achei bastante interessante, pois nos dá tempo para formatar as informações da primeira aula e, para no caso de dúvidas, resgatar as respostas na segunda.

Queijos e vinhos

No dia 2 de julho aconteceu a primeira aula. Havia bastante gente, mas como cheguei cedo, consegui pegar um bom lugar à frente. Célio Alzer é um professor excelente. Experiente, realmente um conhecedor de vinhos, além de possuir uma didática perfeita e uma personalidade ímpar. Sua forma de desmistificar o assunto, é pra mim, a melhor de suas qualidades.
A proposta do curso era informar sobre como montar um evento de queijos e vinhos, escolhendo os queijos, frutas e pães mais adequados, suas quantidades, corte e apresentação dos queijos, sempre associando e harmonizando-os com algumas boas opções de vinhos.
Nessa primeira aula, Célio introduziu algumas dicas simples, mas muito importantes:

  • Uma recepção de queijos e vinhos pode ser realizada em qualquer época do ano. Não precisa esperar o inverno para realizar a sua.
  • Não há regras fixas. O que existem são sugestões testadas e aprovadas por pessoas de bom gosto.
  • Convide poucas pessoas. Uma média de 6 a 8 casais já requer um bom trabalho, portanto fazer com mais pessoas, só se não tiver jeito mesmo, e aí prepare para suar a camisa.
  • Os queijos de massa mole (ricota, minas frescal, chèvre fresco) e os de meia cura (brie, camembert, emmental, port salut, tilsit, e gouda) devem ser retirados da refrigeração pelo menos meia hora antes de serem servidos. Já os de massa dura (parmesão, provolone, pecorino e chèvre curado), pelo menos duas horas antes.
  • A colocação dos queijos à mesa deve ser sempre sem as embalagens, sobre tábuas de madeira. Não tire a casca dos queijos de casca dura e não corte os queijos em cubinhos, pois tendem a perder o sabor à medida que o tempo passa.
  • Mantenha uma faca para cada queijo e faça um pequeno corte só para indicar como o queijo deve ser cortado pelo seus convidados.

Ao longo da aula, tivemos a possibilidade de apreciar quatro opções de queijos com quatro opções de vinho, e algumas sugestões de frutas e pães.
A primeira opção foi, na verdade, uma tríade. Três queijos de cabra, oferecido pelo pessoal da Caprilat: um queijo gran caprino, um caprino serrano e um esférico.

 

O gran caprino tem a sua massa e casca semidura. Possui textura consistente e é levemente salgado. Sua maturação é de. no mínimo. 45 dias.

O caprino serrano tem a casca amarelada, mas seu miolo bem macio. Elaborado de forma similar aos queijos holandeses tipo gouda, tem sua maturação mínima de 40 dias.

E já o esférico, com sabor bem delicado, é o mais branco de todos. Segue a receita similar dos renomados queijos "creme bola", elaborados no sul de Minas.

Veramonte Sauvignon Blanc Reserva 2008

A escolha do vinho a ser acompanhado com essa trinca de queijos de cabra foi o Veramonte Reserva Sauvignon Blanc 2008, da Vinícola Veramonte, do Vale de Casablanca, no Chile. A harmornização foi na medida certa. Leve e com boa acidez, o vinho branco casou muito bem com o queijo de cabra, devido seu sabor delicado.

Brie de Meux

Para a segunda opção, Célio escolheu o queijo brie da Serra das Antas. Feito de leite de vaca, o brie geralmente pode ser de dois tipos: de Meaux ou de Melun. O primeiro tem sua textura bem macia e leve sabor de cogumelo. Já o Melun tem um sabor mais pronunciado e é um pouco mais salgado. A opção escolhida foi o do tipo Meaux, que foi servido junto com pedaços de maçã fuji vermelha.

Julienas 2006

O vinho da vez foi um Beaujolais (vinho francês geralmente feito de uvas do tipo Gamay, com casca fina e pouco tanino) da Maison Coquard: o Juliénas 2006. De sabor bem leve e frutado, esse tinto equilibra bem com o brie. Quem quiser experimentar, pode escolher outros vinhos tintos, porém sempre leves e jovens para se adequarem ao paladar do queijo.
Nesse momento é interessante dar outras dicas importantes para o serviço dos queijos:

  • Não precisa escolher um grande vinho para se adequar ao queijo escolhido. Os grandes vinhos você guarda para quando for comer grandes pratos.
  • A quantidade de queijos deve ser na faixa de 200-250 gr por pessoa, em média. No caso dos vinhos, a média é meia-garrafa por pessoa.
  • A temperatura de serviço dos queijos deve estar na por volta de 20-25 graus.

Pecorino

A terceira opção da noite foi o queijo pecorino. Feito a partir de leite de ovelha, o pecorino tem sua textura dura e sabor forte. O pecorino é encontrado em três tipos de variações: romano, toscano e sardo.

Pecorino Romano1

Pecorino Toscano1

Pecorino Sardo1

Vindo da Casa da Ovelha, situada na região de Bento Gonçalves - RS, o pecorino escolhido foi o Toscano com 180 dias de maturação. Servido junto com pêra (williams ou d`água), seu sabor ficou bem destacado.

Pecorino Toscano 180 dias

E para finalizar essa harmonização, o vinho servido foi um tinto com um pouco mais de estrutura: um Rosso Piceno 2007, da Saladini Pilastri. Feito com 70% de uvas sangiovese e 30% montepulciano, oe vinho tem o diferencial de ser fermentado em tanques de aço e depois envelhecido por 6 meses em imensos barris de carvalhos.

Rosso Piceno 2007

Para fechar a noite, a quarta opção foi uma boa surpresa, tanto no queijo quanto no vinho. O old dutch master foi o queijo escolhido. De origem holandesa, é queijo de sabor intenso e longo tempo de maturação. E essa característica, sem dúvida, me surpreendeu.

Old Dutch Master2

É um queijo feito a partir do leite de vaca e extremamente curado. Desenvolve pequenos cristais em seu interior de amarelo intenso, o que lhe confere um gosto característico e saboroso.

  MEDION DIGITAL CAMERA

O vinho escolhido foi um verdadeiro achado do Célio. Encontrado no Supermercado Zona Sul, o vinho tinto espanhol da região de Manresa (Barcelona), da Bodegas Roqueta: o Campo Lindo Gran Reserva 2001 foi o melhor da noite, na minha opinião. Bem encorpado, com taninos bem presentes, resultado de 70% de tempranillo e 30% de cabernet sauvignon, fez a sua parte em domar a intensidade do queijo.

Campo Lindo Gran Reserva 2001

Apesar não termos tido a oportunidade de provar, o Célio comentou sobre os queijos primadonna que são muito parecidos com o gouda, porém com um tempo menor de maturação. Enquanto um gouda leva de 4 a 6 anos, o primadonna leva em média um ano.

Gouda

De origem holandesa, o primadonna se apresenta com duas embalagens de apresentação, com cor da cera externa vermelha (maior tempo de maturação) e azul (menor tempo).

Queijo Primadonna

Junto com toda essa variedade de queijos e vinhos, os pães servidos foram a baguete e o ciabata.
Bem, essa foi só a primeira aula. A segunda será dia 9 de julho, portanto aguardem as próximas novidades. Espero que tenham gostado. Até lá!

Related Posts with Thumbnails