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domingo, 21 de junho de 2009

Resultado do sorteio de Vinhos Concha Y Toro Reservado

Quero agradecer todos que mandaram seus comentários para a participação no sorteio. Sempre que possível novas promoções serão feitas, portanto estejam sempre nos visitando para acompanhar as novidades.

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Para o sorteio foi feito a utilização do site RANDOM que escolhe números aliatórios dentre de uma quantidade pré-definida. Como tivemos 15 participantes, a definição foi feita de um a quinze.

Rodamos uma vez o randomizador de números e o número gerado para o primeiro prêmio do vinho Concha Y Toro Reservado Cabernet Sauvignon foi o número 11, da Mariana Corchs.

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Rodamos mais uma vez, e dessa vez o número gerado foi o 6, da Lucia Laureano, ganhadora portanto do vinho Concha Y Toro Reservado Carmenére.

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Parabéns à Mariana e Lucia!!! Entraremos em contato com vocês para a entrega dos prêmios!! Um grande abraço à todos os ganhadores e participantes e voltem sempre não só para os sorteios mas também para acompanhar nossas informações gerais sobre esse sensacional mundo gastronômico!

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Sorteio de vinhos da Concha Y Toro – Não percam!

O vinho é uma paixão que surgiu na minha vida há bastante tempo, mas que só agora se transformou em amor. Depois de quase 36 anos vendo meus pais e amigos degustarem vinhos, só recentemente pude perceber o quanto esse grande "protagonista" me encanta e seduz.

Sentimentos assim merecem um cuidado especial. E assim, nesse ano de 2009 resolvi me inscrever no curso de vinhos da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), entidade que é reconhecida internacionalmente, inclusive membro da Association de la Sommellerie Internationale (ASI), com sede em Milão.

Fiz o curso básico "Tradição, conhecimento e prática de vinhos", e agora já estou terminando o curso avançado, onde pude conhecer mais sobre todo o processo de degustação em si do vinho, desde o exame visual, passando pelo olfativo até chegar no gustativo.

Apesar de ter aprendido bastante, ainda falta muito nessa jornada. E como acontece em qualquer conhecimento, a prática é o que aperfeiçoa. Por isso, tenho comprado algumas garrafas de vinhos e degustado taças de vinho dia após dia. Mas não se assustem. Além do prazer, o vinho traz grandes benefícios à saúde. Ninguém está falando aqui de beber uma garrafa inteira todo o dia, e nem de ficar de porre, mas estudos médicos já provaram que a casca da uva possui os famosos polifenóis, que são substâncias oxidantes que ajudam a reduzir o risco de doenças cardíacas, proteger contra disfunções neurológicas e aumentar a longevidade. O mais famoso e badalado polifenol é o resveratrol, que inclusive tem sido associado à proteção do organismo e prevenção de câncer.

E é em nome desse novo sentimento adquirido pelo vinho que venho até vocês, leitores do blog, para dividir o prazer. Sabor e Alquimia vai sortear duas garrafas do vinho Reservado, da Vinícola Concha Y Toro (veja meu post sobre ela), sendo um carmenére e um cabernet sauvignon, a uva tinta mais conhecida do mundo.

Para participar é muito fácil:

1. Deixe um comentário nesse post. Quando colocar seu comentário, ele ganhará um número que será usado na hora do sorteio. Só poderão participar do sorteio as pessoas que moram em território nacional.

2. Só estará valendo o primeiro comentário de cada pessoa. Comente o quanto quiser, mas para o concurso apenas o seu primeiro estará concorrendo.

3. O prazo final para os comentários é até o dia 19 de junho (sexta-feira). Qualquer comentário posterior não fará parte do sorteio, mas será sempre bem-vindo.

4. A premiação será para duas pessoas, portanto dois números serão sorteados. O prêmio para o primeiro número será uma garrafa do vinho Reservado, da Concha Y Toro - cabernet sauvignon. E para o segundo, será uma garrafa de Reservado, Concha Y Toro - carmenére. Ambos os prêmios serão enviados pelo correio, sem qualquer ônus ao ganhador. Faremos contato por e-mail para pegar o endereço de envio.

5. No dia 22 de junho, o sorteio será feito e os nomes divulgados aqui mesmo no blog.

Não deixem de participar! Boa sorte a todos!

Promoções como essa serão sempre realizadas por aqui! Afinal o vinho tem esse poder mágico de reunir pessoas, provocar a conversa inteligente e, acima de tudo, fazer amigos.

Atenção: Os vinhos da foto são os que serão sorteados. A taça não faz parte do sorteio. É apenas ilustrativa.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Um visita à Concha Y Toro

Desde que pensei em montar esse blog já imaginava fazer minhas postagens sobre vinhos. Afinal. como enófilo e atual estudante de vinhos da Associação Brasileira de Sommeliers, é um prazer falar sobre esse assunto. Então, para a estréia do tema aqui no Sabor&Alquimia, escolhi falar sobre uma experiência muito marcante e que talvez tenha sido o estopim para minha entrega a esse novo mundo de informações e prazeres chamado vinho!

No ano passado, como já contei no post do restaurante Puerto Fuy, estive em Santiago, no Chile, e em uma das oportunidades, eu e Paula tivemos a chance de fazer um tour por uma das vinícolas mais tradicionais do Chile e talvez uma das mais conhecidas do Novo Mundo, a Concha Y Toro. Bem, prá quem não sabe, as expressões Novo Mundo e Velho Mundo são muito utilizadas tanto por quem entende, ou não de vinhos. Neste caso, Novo Mundo compreende os paises do continente americano e ainda os da Oceania. Já os do Velho Mundo, incluem os paises dos continentes Europeu, Africano e Asiático.



A vinícola de Concha Y Toro foi fundada por Dom Melchor Concha Y Toro no ano de 1883, em Pirque, no Vale do Maipo. Através da importação de vinhas trazidas de Bordeaux, região francesa tradicional na produção dos melhores vinhos do mundo, Dom Melchor iniciou seu projeto. Para conhecer mais da história de Dom Melchor e da vinícola, acesse o site http://www.conchaytoro.com/




A vinícola fica aproximadamente a 40km da cidade de Santiago. Fomos através da agência Ekatours http://www.ekatours.cl/ que disponibilizou os translados e mais o tour de visitação. Saiu ao preço de U$50 por pessoa.



No caminho até a vinícola, foi muito legal ver todas aquelas parreiras alinhadas. Como estávamos em outubro, época da primavera, as parreiras não estavam frondosas e pareciam podadas. Na ocasião eu não sabia, mas estava assistindo ao início do ciclo vegetativo das videiras que geralmente acompanham as estações do ano.



Um aspecto super importante das uvas no Chile é que a região de cultivo traz perfeitas condições de plantio. Protegido por barreiras naturais, tendo as geleiras ao sul, o deserto de Atacama ao norte, as Cordilheiras dos Andes a leste e o oceano Pacífico a oeste, o Chile conseguiu se manter como um dos poucos paises a plantar em "pé-franco", ou seja, sem que suas vinhas sejam enxertadas. Em outro momento, volto pra explicar com detalhes esse processo de enxertia e aproveito pra contar a terrível história da filoxera e da quase extinção da uva Carmenère.


Através dos anos a Concha Y Toro investiu pesado com dedicação e tecnologia na melhoria de seus vinhos. Mas alguns aspectos culturais ainda são mantidos e um deles, que pude notar durante o tour de visitação, foi que na cabeceira das filas das videiras haviam roseiras. O guia nos contou que elas eram usadas antigamente com a função de alarme, pois são bem sensíveis. Caso a roseira começasse a apresentar algum problema em termos de doença, isso serviria de alerta para começar o tratamento das videiras de forma que não afetasse as restantes. Embora esse não seja o sistema de controle padrão atual, pois há recursos muito mais avançados, eles ainda mantiveram algumas por tradição.




Durante o tour tivemos duas degustações. Uma delas foi a do Casillero del Diablo Carmenère 2007. É um vinho muito bom, com uma cor não tão escura para um tinto, beirando à coloração cereja. Apresenta boa quantidade de álcool (13,5%) e um pouco de acidez. O aroma era meio frutado. Foi servido a uma temperatura de 16 graus na taça, que inclusive nos foi dada de presente. O outro vinho degustado foi o incrível Marquês de Casa Concha Cabernet Sauvignon 2006. Esse tem uma coloração bem mais acentuada, tendendo para uma cor mais escura, tipo framboesa. O aroma lembra amora e, ao mesmo tempo, tem um sabor meio amadeirado também. É bem encorpado e estruturado. A sensação era bem perceptível, pois como havia degustado o Casillero anteriormente, a comparação era inevitável. Com certeza dava pra notar a superioridade do Marquês de Casa Concha.




Ainda durante o tour passamos por um setor onde se viam vários barris de carvalho, onde o vinho amadurece. O ambiente era mantido a uma temperatura bem baixa. É a fase onde ele se aprimora e suaviza. Hoje em dia já existem tanques de aço que realizam a mesma tarefa, mas a preferência é pela madeira, pois com ela o vinho consegue adquirir elementos que dão maior estrutura e complexidade. Os barris são, geralmente, produzidos na França e chegam a custar algo em torno de U$700/U$1200 e, depois de alguns anos de uso, são descartados e vendidos a preços irrisórios, pois não têm mais utilização dentro da produção de vinho fino.



No meio do caminho, ainda no tour, fomos visitar a adega que deu origem à lenda do Casillero Del Diablo. A história conta que Dom Melchor, o dono da Concha Y Toro, guardava seus vinhos de maior qualidade numa adega particular. Ele notou que algumas garrafas estavam sumindo com o tempo e começou a desconfiar do pessoal das redondezas. No intuito de tentar coibir o furto, ele inventou uma lenda de que o diabo habitava o porão no qual os vinhos eram guardados. Isso impressionou os moradores da região e os vinhos pararam de ser saqueados. Com essa lenda nasceu um dos vinhos mais conhecidos da Concha Y Toro, o Casilleiro del Diablo. Na foto, o diabo está lá pra assustar aqueles que não acreditam na lenda. Brincadeira! É só uma forma de manter a lenda viva.




Com o término do tour, fomos para a loja e o wine bar do Concha Y Toro. Lá encontramos todos os vinhos de fabricação da Concha. O Casillero del Diablo, Trio, Carmín de Peumo, Sunrise, Amelia, Frontera, Marquês de Casa Concha, Terrunyo e os famosos e excelentes Dom Melchor e Almaviva. O Almaviva é um vinho excepcional, lançado pela parceria da Concha com a famosa e renomada vinícola francesa Baron Phillippe de Rotschild, em 1996. Apesar do Chile não ter uma classificação oficial para seus vinhos, o Almaviva foi considerado um "Primer Orden", que é um termo espanhol equivalente à categoria francesa "Grand Cru", o que revela o alto grau de classificação desse vinho. O termo "Grand Cru" não denomina diretamente a classificação de qualidade do vinho, mas sim uma classificação regional que indica o potencial do local (terroir) onde aquele vinho está sendo produzido. É a mais alta das quatro classificações de vinho usadas na Borgonha e Alsácia.




De qualquer maneira essa incrível viagem foi sensacional. Além de ter sido um passeio e tanto, foi uma experiência totalmente nova, que me abriu a possibilidade e motivação para iniciar o curso de vinhos da ABS. Curso esse que já estou no segundo módulo.
Bem, espero que tenham gostado!! Até o próximo post! Bjs!



João Guedes Pereira
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