No entanto, essa é uma oportunidade somente para aqueles que, após o passeio, retornam a Niterói, pois a barca, primeiro, vai ao Rio, para deixar os passageiros que embarcaram lá. Mas se não forem nesse dia, voltem, especialmente para ir ao mercado. O que vale é não perder essa oportunidade.
Para quem vem do Rio pela ponte, pegue a última cabine à direita e, depois de passar o pedágio, siga sempre à direita. Vai entrar numa avenida larga, Feliciano Sodré. Siga em frente, e após três semáforos encontrará um posto da Petrobrás-BR. Vire à direita. Você chegou ao Mercado São Pedro. Há estacionamentos de rua e um, à esquerda, da cooperativa dos pescadores. É baratinho: R$ 2,00 (dois reais) pelo tempo que ficar. No domingo o estacionamento da cooperativa fecha às 15 h.
Se vier de barca, ao sair do terminal siga caminhando para a esquerda, avenida Visconde do Rio Branco, até o final, por aproximadamente uns 150 metros. Não há como errar!
Os restaurantes ficam na parte superior. Mas antes dê um passeio pelos boxes (eu chamo isso de "volta de apresentação"), para admirar a beleza, tanto plástica quanto gastronômica, do que é oferecido e para ativar as papilas gustativas.

Na parte superior há uma infinidade de mesas em frente aos pequenos restaurantes (melhor seria dizer, respeitosamente, de charmosos botecos). No fundo, há um restaurante com ar condicionado, mas que tira um pouco a tipicidade do lugar, aquele delicioso sabor de "muvuca", além de ser bem mais caro. Eu conheço os dois, e prefiro a "praça de alimentação do povão".
Se quiser, pode comprar os frutos do mar e o restaurante prepara. No cardápio consta uma tabela de preparação que varia entre R$ 7,00 e R$ 15,00, por quilo. Dependendo do número de pessoas, vale a pena essa opção, apesar dos pratos serem servidos com fartura e os preços muito convidativos.
Escolhemos um, logo de cara, o Bar do Temporal, onde pedimos uma mesa a uma simpática garçonete que logo se identificou com a gente. Esse boteco é o primeiro, logo que se sobe a escada ao lado dos últimos boxes, no final do mercado. Na próxima incursão vamos peregrinar por outros.
Bem, voltando ao nosso ágape (adoro resgatar palavras exiladas..rs). A primeira providência, devido à sede, foi pedir uma Bohemia, com a temperatura de serviço ótima, muito melhor do que já experimentei em muitos restaurantes de grife. Claro que servida pela garçonete Cida, com aquele perfil de quem parece que foi criada com você. Durante a nossa estada, por diversas vezes a chamamos e ela pediu um tempinho, pois estava tomando um "copinho" com uma amiga cliente que chegou. Rimos muito. Nesse lugares tudo é perdoável. Faz parte do clima de descontração.
Observem só, o estiloso modo de boteco para servir os guardanapos (?) de um papel "especial", no copo americano (típico dos melhores botecos), no qual também sorvemos a gloriosa, estupidamente gelada, Bohemia.


E, olha ela aí, a nossa Cida, servindo a entrada, uns deliciosos pastéis de camarão!
Sequinhos, por fora e molhadinhos por dentro. Sabe? Aquele recheio que tem camarão mesmo, um creminho delicioso, um tempero inigualável e numa temperatura que parece que foi frito ali. Tome cuidado para não queimar a língua e arredores! Além da pimentinha vulcânica, que não pode deixar de ser saboreada. rs...

Não resistimos ao pantagruelismo e pedimos algumas repetições da entrada. Até porque, a norinha Mayry, que não é chegada a camarão, comia as bordas da massinha frita dos nossos pastéis. rs... Já com a gulodice amainada, encomendamos então, como primeiro prato, (evitando qualquer acompanhamento de arroz e parentes; uma questão de reserva de espaço) e, por sugestão de Mayry, deliciosas sardinhas fritas. Uma dica: quando for lá um dia comprar peixes, vá bem cedo e em jejum; faça suas compras, armazene numa caixinha de isopor, suba e tome seu "desjejum do mercado". Já tomei muito café da manhã ali, comendo esse tipo especial de "pão" (sardinhas fritas), com o "café" (cerveja) ..rs... Uma experiência inolvidável. As "frutinhas" do mar estavam um pitéu. Crocantes, sem temperos exagerados, com sabor de sardinha mesmo, acompanhadas de gomos de limão e cobertas com deliciosa chuva de alho frito, no ponto certo. E, servidos no prato personalizado da casa. Mas o charme do lugar é comê-las com as mãos.

Depois de idas e vindas, navegando com as sardinhas, havia ainda algum espaço para o prato principal. Decidimos consultar o cardápio. Quanta tentação, ou melhor, quanta perdição! Confabulamos e reconhecemos que um prato, digamos, mais encorpado seria desperdício. Adiamos para a próxima vinda. Mas não poderíamos fechar o rega-bofe (mais uma..rs) sem um "gran finale" . Pedimos então, meia porção (vejam o tamanho) de camarão ao alho e óleo. Mas, não sei se pela saciedade já atendida, ou a vingança dos sabores anteriores que poderiam ter bloqueado algumas papilas, não achamos que fosse algo assim tão especial. Vale dizer que não estavam tão crocantes quanto o esperado. Haviam algumas cabeças a mais que corpos ...rs.., e a textura era mais de camarão cozido que frito. Mesmo assim deglutimos os deliciosos acepipes (mais uma.. rs..) e pedimos a conta.

Mais uma bela surpresa.
O convescote, regado a 7 (sete) geladérrimas Bohemias, e esses três pratos, além do serviço, da graciosidade do local, da simpatia da atendente, e de todo o especial ambiente, saiu por meros (mero é peixe, né? tem tudo a ver..rs) R$ 68,00 (sessenta e oito reais). Reclamar do último prato? Nada disso, só elogiar, dar uma bela gorjeta pra Cida e planejar a próxima vez! Mais uma vez, confirmar as alquimias de sabor que existem por aí!
Bem, se precisarem de um guia, me convidem, terei todo o prazer em ciceroneá-los.

Mais uma bela surpresa.
O convescote, regado a 7 (sete) geladérrimas Bohemias, e esses três pratos, além do serviço, da graciosidade do local, da simpatia da atendente, e de todo o especial ambiente, saiu por meros (mero é peixe, né? tem tudo a ver..rs) R$ 68,00 (sessenta e oito reais). Reclamar do último prato? Nada disso, só elogiar, dar uma bela gorjeta pra Cida e planejar a próxima vez! Mais uma vez, confirmar as alquimias de sabor que existem por aí!
Bem, se precisarem de um guia, me convidem, terei todo o prazer em ciceroneá-los.
Jopin Pereira

